Omar
Aziz Noticias
As taxas de juros cobradas pelos bancos no empréstimo
pessoal e cheque especial mantiveram-se estáveis no início de março, ante o
início de fevereiro, de acordo com pesquisa mensal da Fundação de Proteção e
Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP), órgão vinculado à
Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado. É o quinto mês
consecutivo que o empréstimo pessoal apresenta a mesma taxa média, e, no caso do
cheque especial, o terceiro. No empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos
pesquisados manteve-se em 5,17% ao mês para os contratos de 12 meses, mesmo
porcentual de fevereiro.
Dentre os dez bancos pesquisados, a única
alteração foi promovida pelo Bradesco, que elevou a taxa de empréstimo pessoal
de 5,34% para 5,37% ao mês, acréscimo de 0,03 ponto porcentual. No cheque
especial, a taxa média dos bancos pesquisados manteve-se em 8,79% ao mês, sem
alterações entre as instituições financeiras consultadas.
Os dados
coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes
não-preferenciais, independente do canal de contratação - para o cheque
especial, foi considerado o período de 30 dias. O levantamento foi feito no dia
2.
A pesquisa envolveu dez instituições financeiras: Banco do Brasil
(BB), Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real,
Safra, Santander e Unibanco. Na primeira reunião deste ano, o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em 26 e 27 de janeiro, o órgão decidiu
manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, nível inalterado desde julho.
A
inadimplência do consumidor teve de fevereiro de 2009 para fevereiro de 2010 a
maior queda anual para esse mês desde 2004, mostra indicador da Serasa Experian
divulgado nesta terça-feira, 9. A redução foi de 2,2%. Os economistas da empresa
associaram a melhora ao crescimento da economia brasileira.
De janeiro a
fevereiro, a queda do indicador foi de 3,1%. O recuo foi puxado pela redução de
4,6% na inadimplência de dívidas com cartões de crédito e com financeiras. As
devoluções de cheques sem fundos (-4,2%), as dívidas não-honradas junto aos
bancos (-1,4%) e os títulos protestados (-13%) também contribuíram para o
movimento.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o trabalhador que
ficou desempregado durante a crise e recuperou o posto no segundo semestre de
2009 teve cautela ao consumir e contrair dívidas. O retorno das condições de
crédito e a renegociação de dívidas deram fôlego ao orçamento doméstico. Com bom
cenário econômico, criação de empregos e evolução da renda, a perspectiva é de
queda no indicador por, pelo menos, todo o primeiro semestre de 2010.
Na
comparação entre o primeiro bimestre de 2009 e o mesmo período de 2010, o
indicador caiu 5,3% - maior porcentual de queda nessa relação desde 2000. O
início do ano passado foi um dos momentos mais críticos da crise econômica
mundial, com inadimplência em alta de 4,5%.
Em reunião na manhã desta
terça-feira, 9, com o embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, subsecretário
de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty, o enviado da Casa Branca
para tratar da questão das retaliações comerciais, Michael Froman,
conselheiro-adjunto de segurança nacional, não apresentou nenhuma proposta para
o início das negociações de uma solução alternativa. De acordo com o gabinete de
Mendonça, a conversa girou em torno da agenda econômica bilateral como um todo,
e o contencioso sobre o algodão foi um dos pontos abordados.
“Se
o vírus não escolhe idade, por que só algumas faixas etárias vão receber a
vacina contra o H1N1 de graça?”, questionou Isabela, mãe de uma menina de 9
anos, em e-mail encaminhado ao Delas.
Mesma dúvida pode estar na cabeça
de outros grupos que também não serão contemplados pela vacinação gratuita
contra a gripe A, chamada de suína. Ficaram de fora da campanha em massa – que
começou nesta segunda-feira vai até maio – os adultos saudáveis e maiores de 40
anos, além das crianças e adolescentes entre 3 e 19 anos.
O critério
para a escolha da população alvo das doses gratuitas, argumenta o Ministério da
Saúde, está baseado na primeira onda de contágio da nova gripe, que chegou ao
Brasil em maio do ano passado e fez quase 30 mil vítimas. Por ser um vírus novo
que nunca antes havia circulado no mundo, foi preciso avaliar o perfil de
incidência da primeira epidemia, para então definir o grupo a ser protegido pela
imunização nacional e sem custos.
A Petrobras divulgou hoje uma nota ao
mercado sobre os investimentos previstos para 2010. De acordo com o comunicado,
foram submetidos ao governo federal, dentro do Programa de Dispêndio Global
(PDG) e do Orçamento Anual de Investimentos (OAI) para este ano, investimentos
de R$ 79,5 bilhões. A nota refere-se à declaração da ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff, que ontem disse que a companhia iria investir R$ 85 bilhões este
ano.
A Petrobras lembra, em nota, que no PDG/OAI para 2010, encaminhado
ao governo federal pela estatal, consta o limite orçamentário autorizativo de
investimento, que será submetido ao Congresso Nacional. Mas a empresa diz que "é
oportuno salientar que o Plano de Negócios da companhia para o período 2010 a
2014 encontra-se em discussão, e tão logo seja aprovado será divulgado
amplamente ao mercado".
Segundo a estatal, o plano submetido ao governo
federal prevê que, do total de R$ 79,5 bilhões de investimentos, R$ 35,69
bilhões sejam destinados para o item exploração e produção; R$ 30,75 bilhões
para abastecimento e petroquímica; R$ 4,82 bilhões para gás e energia; R$ 5,01
bilhões para internacional; R$ 660 milhões para distribuição; R$ 750 milhões
para biocombustível e R$ 1,76 bilhão para corporativo.
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